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Transformação, transposição e variação na ciberliteratura de língua portuguesa
Transformação, transposição e variação na ciberliteratura de língua portuguesa
Referência
- TORRES, R. (2008). "Transformação, transposição e variação na ciberliteratura de língua portuguesa". in: Portal da ciberliteratura luso-brasileira.
Resumo
- A reflexão que aqui proponho parte do mapeamento de várias produções literárias que existem hoje em suportes electrónicos, deles dependendo para que a leitura seja possível. Também denominada literatura algorítmica, generativa ou virtual, a ciberliteratura designa aqueles textos literários cuja construção se baseia em procedimentos informáticos: combinatórios, multimediáticos ou interactivos. Fazendo uso das potencialidades do computador como máquina criativa que permite o desenvolvimento de estruturas textuais, em estado virtual, actualizando-as até ao infinito, a ciberliteratura utiliza o computador de forma criativa, como manipulador de signos verbais e não apenas como simples armazenador e transmissor de informação. Deste modo, a ciberliteratura distingue-se da literatura digital(izada), constituindo esta uma hipertextualização de estratégias textuais pré-existentes, em que se verifica uma transição do papel para o pixel em termos meramente técnicos, e ficando aquela dependente de uma construção cibernética ou hipermediática que promove novos modos de escrita e de leitura. Neste sentido, interessa ao ciberautor promover as potencialidades gerativas de um algoritmo, que pode ter uma base combinatória, aleatória, estrutural, interactiva ou mista, e permitindo assim o funcionamento do computador como "máquina aberta". Ora, essa "máquina semiótica" de que nos falava Pedro Barbosa altera profundamente todo o circuito comunicacional da literatura.
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