debaixo de isto, por Fabiano

July 26th, 2010

Fios de nódoas envolvidas pelo vasto
riso da lágrima : o vento -
a sé , a sociedade , a praça
a floresta
Tudo isto persiste debaixo
de leis , debaixo de água
- Trazes
o espanto dos ouvidos ?

ilusões cólera, por Fabiano

July 26th, 2010

São ideias insinuadas com medo de arder
uma cólera que acordasse na alma dos ossos , o espanto
liberto de uma
aflição
- A saudade não clama
só cinco palavras . Como a angústia na humanidade
para me abalar ,
a tragédia universal :
com um povo de ilusões em cima
com um povo de mortos em baixo

sociedade casa Tudo, por Fabiano

July 26th, 2010

Muros de ilusões recalcadas pelo primeiro
esforço da loucura : o candeeiro -
a escada , a sociedade , a porta
a casa
Tudo isto vive debaixo
de sombras , debaixo de teias
- Compreendes
o medo dos mortos ?

pó Passada, por Debora

July 23rd, 2010

Dentro da linguagem está o pó

A armária é o móvel
que ilumina
a relação do tom
com o fora

Passada essa parede
ficamos dentro
mas dentro de outros pós agora

entre sol, por Alexandra A.

July 23rd, 2010

E as portas do mundo caíram na noite, como quando a melodia lança os seus dedos luminosos, abalada de um grande vento. E eis que havia um grande terramoto, e o sol tornou-se negro como um saco de silício e a gárgula tornou-se como sangue. E fez-se a separação entre as águas que estavam debaixo do perfume e as águas que estavam por cima do subterrâneo.

Ouves o castelo, por Ciro

July 22nd, 2010

Pátios de lajes soerguidas pelo único
esforço da erva : o castelo -
a escada , a torre , a porta
a praça
Tudo isto flutua debaixo
de água , debaixo de água
- Ouves
o grito dos mortos ?

luz que, por Ciro

July 15th, 2010

São ambições murmuradas com medo de crescer
uma primavera que tardasse na velhice dos papeis , o pensamento
magnético de uma
poeira
- A luz não exige
só cinco vidas . Como a tempestade na floresta
para me ressuscitar ,
a eternidade desordenada :
com um povo de liberdades em cima
com um povo de caminhos em baixo

água isto, por RT

July 14th, 2010

Candeeiros de nódoas denegridas pelo imenso
assombro da fome : o broche -
a montanha , a montanha , a avenida
a humidade
Tudo isto sai debaixo
de água , debaixo de cólera
- Conservas
o terror dos olhos ?

ola fabiano , por rui

July 14th, 2010

ola eu estou o fabiano

isto praça Tudo, por fernanda

July 12th, 2010

Pátios de lajes soerguidas pelo único
esforço da erva : o castelo -
a escada , a torre , a porta
a praça
Tudo isto flutua debaixo
de água , debaixo de água
- Ouves
o grito dos mortos ?

dentro que casa, por Alexandra A.

July 8th, 2010

Dentro da casa está o luxo

A porta é o dentro
que murmura
a relação do lixo
com o dentro

Passada essa prateleira
ficamos dentro
mas dentro de outros quentes agora

ressuscitadas fórmulas, por k

July 7th, 2010

São desgraças ressuscitadas com medo de construir
uma ternura que entrasse na ponta dos pés , o espanto
invisível de uma
ignorância
- A floresta não tem
só cinco fórmulas . Como a tempestade na água
para me arder ,
a cantaria lavrada :
com um povo de aflições em cima
com um povo de nichos em baixo

para fragmentam-se, por Anonimo

July 7th, 2010

e fragmentam-se os ombros - fragmentam-se as ilhas amarelas sepultadas dos contextos intactos na boca e no poema hostil do atrás para sempre

povo povo , por dmc

July 7th, 2010

contra o exército dos homens
sobre as sepulturas
dos filhos do povo
se ergueu
murchando com a verdura

debaixo céu, por quim

July 2nd, 2010

E as mãos do céu caíram na melancolia, como quando a figueira lança os seus figos verdes, abalada de um grande vento. E eis que havia um grande terramoto, e o sol tornou-se antigo como um saco de silício e a lua tornou-se como sopro. E fez-se a separação entre as vinhas que estavam debaixo do firmamento e as veias que estavam por cima do nevoeiro.

eis cegas, por Alexandra A.

June 30th, 2010

E eis que se rasgou um abismado silêncio de raízes sombrias no corpo de mármore perpetuamente baixo. E os abismos moveram-se dos seus pensamentos pelo núcleo demoníaco, puxando as feridas, os lugares, os cordões abertos. E havia luzes sombrias na incandescência absoluta, na alumiada constelação dos limbos, e as lâminas cegas e os raios arrastados amadureciam no espelho da nossa arte.

I. Numa meus, por david sameiro

June 29th, 2010

I.

Numa excursão agreste, quando eu via, frio e breve,
Ermos, carinhosos baús de ânsias infiéis,
E já quase refervia, perdi o que parecia
O grito de alguém que adormecia metaforicamente a meus pinheirais.
«Uma mensagem», eu me avisei, «está batendo a meus umbrais».

Com_aquele_«Nunca_mais».

nudez plenitude, por hugo

June 29th, 2010

o seu nome docemente agitado na plenitude da nudez

espaços desconformes -, por teresa

June 25th, 2010

Primaveras efémeras , espaços invisíveis
tintas desconformes
- todos os dias debalde criamos os sonhos

que verde , por Anonimo

June 24th, 2010

Espelho doido
lugar coage
o todo que me é sargento
Espelho vago
lugar recorda
a voz que me é sargento
Espelho mundo
lugar verde
nos braços já, te prendo
Espelho nego
lugar aberto
em vidro só, crescendo