March 4th, 2010
Passa no pensamento a embravecida luz . Os mortos
empurram os meninos .
É o doido ,
o peso do espanto , as trevas
monstruosas e cegas . A pedra espera ainda
dar flor , o som
tem um peso , há almas embrionárias
- Tudo isto se fez pelo lado de dentro
tudo isto cresceu pelo lado de dentro
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March 4th, 2010
e quebram-se os olhos - espalham-se as fontes adormecidas viscosas dos ovos quebrados na rede e no mal irrecuperável do atrás para sempre
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March 3rd, 2010
Pátios de lajes incompreensíveis pelo único
esforço da erva : o caixão -
a escada , a torre , a água
a praça
Tudo isto fica debaixo
de água , debaixo de água
- Ouves
o grito dos mortos ?
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February 27th, 2010
Esmagada pelas compras
ana deposita o forno no ventre
suspira
como quem procura conforto
como quem procura
no bonde
no jardim
em meia satisfação
ana semeia
ana
e de tudo recebe
a tudo dá
a corrente de vida
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February 25th, 2010
Procuro os olhos : há outra coisa misteriosa
Atrás desta aparência há outra luz maior , outra
nódoa maior . Há palavras
que é preciso afundar logo noutras
verdades
- Uma angústia monstruosa
Quando falo está ali outra coisa quando
me calo
Outra manhã maior
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February 19th, 2010
Brasões de pedras soerguidas pelo único
esforço da erva : o castelo -
a escada , a torre , a porta
a praça
Tudo isto grita debaixo
de leis , debaixo de paredes
- Conheces
o horror dos nomes ?
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February 18th, 2010
Pátios de lajes soerguidas pelo único
esforço da erva : o castelo -
a escada , a torre , a porta
a praça
Tudo isto flutua debaixo
de água , debaixo de água
- Ouves
o grito dos mortos ?
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February 11th, 2010
Granitos de infâmias feitas pelo único
esforço da erva : o castelo -
a escada , a torre , a porta
a praça
Tudo isto flutua debaixo
de água , debaixo de água
- Ouves
o grito dos mortos ?
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February 2nd, 2010
a_flash - a_visual variation of the surprise - an_intense and subtle rumor in the end of the road: to embrace
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January 28th, 2010
e espalham-se os ouvidos - quebram-se as fontes clássicas viscosas dos ovos quebrados na rede e no mal irrecuperável do atrás para sempre
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January 26th, 2010
A hipocrisia comanda a máscara de ouro apodrecido
só a poeira clama nos caminhos
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December 20th, 2009
magnético, inalterável, muito cínico, um destino muito lento acorda - e cresce - sempre muito oculto
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December 11th, 2009
I.
Numa trovoada árida, quando eu abria, fraco e curvo,
Mansos, duvidosos factos de histórias casuais,
E já quase tremia, gerei o que zumbia
O bafo de alguém que morria vagamente a meus vitrais.
«Uma bruma», eu me neguei, «está ecoando a meus pinheirais».
Noite,_noite_e_nada_mais.
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December 11th, 2009
o seu corpo pesadamente adormecido na claridade da treva
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December 10th, 2009
casto, ferido, muito subterrâneo, um bafo muito humano aperta - e vai-se - sempre muito divino
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December 9th, 2009
I.
Numa insónia maldita, quando eu via, curvo e duplo,
Sujos, ilegíveis versos de ânsias mentais,
E já quase morria, ouvi o que vestia
O fim de alguém que resistia delicadamente a meus vitrais.
«Uma música», eu me supus, «está entrando a meus currais».
Disse-me_o_corvo,_«Nunca_mais».
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December 7th, 2009
I.
Numa fantasia agreste, quando eu ardia, nobre e findo,
Vagos, coloridos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O fio de alguém que surgia levemente a meus umbrais.
«Uma visita», eu me disse, «está batendo a meus umbrais».
Libertar-se-á…_nunca_mais!
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December 7th, 2009
a_prop - a_linear logic of the referent - a_prodigal and subtle punishment in the beginning of the road: to embrace
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December 7th, 2009
Acaso o infinito é mundo em presença da loucura ?
Para entradas sensíveis , entradas fugidias
aprende , saberás respirar
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December 7th, 2009
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