Archive for the ‘Um Corvo Nunca Mais’ Category

seus rituais. «Tens, por laura

Thursday, January 24th, 2013

VIII.

E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
«Tens o aspecto tosquiado», disse eu, «mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais.»

Disse-me_o_corvo,_Nunca_mais.

disso manhãs, por dd

Monday, October 31st, 2011

II.

Ah, que bem disso me lembro! Era no vão Dezembro,
E o ar, morrendo lasso, erguia vozes desiguais.
Como eu qu’ria a vigília, toda a noite aos livros dada
P’ra esquecer (em vão!) a voz, hoje entre ruínas musicais -
Essa cujo nome sabem as manhãs finais,

Com_aquele_«Nunca_mais».

lento palavras, por dd

Monday, October 31st, 2011

I.

Numa penumbra agreste, quando eu lia, lento e gasto,
Vastos, ilegíveis poemas de palavras audíveis,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O clamor de alguém que batia estridentemente a meus degraus.
«Uma árvore», eu me ri, «está batendo a meus degraus».

Isto_só_e_nada_mais.

entrevia O disse, por Neves

Saturday, August 20th, 2011

I.

Numa memória ditosa, quando eu bebia, vil e leal,
Calmos, apagados sonhos de águas carnais,
E já quase amanhecia, perdi o que entrevia
O som de alguém que humedecia finalmente a meus vitrais.
«Uma saudade», eu me disse, «está chegando a meus umbrais».

Noite,_noite_e_nada_mais.

disse. noite, por Neves

Wednesday, August 10th, 2011

XVII.

«Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!», eu disse. «Parte!
Torna à noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!»

Disse_o_corvo,_«Nunca_mais».

fez cabeça, por Neves

Thursday, July 28th, 2011

X.

Mas o medo, sobre o olho, nada mais dissera, seguro,
Que essa dor, qual se nela a cabeça lhe ficasse em umbrais.
Nem mais canto nem silêncio fez, e eu, em meu ser
Perdido, sustentei lento, «Esfinge, sonhos – irreais
Todos – todos lá se foram. Amanhã também te vais.»

Disse-me_o_corvo,_«Nunca_mais».

meus triste Vagos,, por Simone Kelbert

Wednesday, August 18th, 2010

I.

Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de alguém que batia levemente a meus umbrais.
«Uma dúvida», eu me disse, «está batendo a meus umbrais».

É_só_isso_e_nada_mais.

I. Numa meus, por david sameiro

Tuesday, June 29th, 2010

I.

Numa excursão agreste, quando eu via, frio e breve,
Ermos, carinhosos baús de ânsias infiéis,
E já quase refervia, perdi o que parecia
O grito de alguém que adormecia metaforicamente a meus pinheirais.
«Uma mensagem», eu me avisei, «está batendo a meus umbrais».

Com_aquele_«Nunca_mais».

certeza literatura!, por RT

Monday, June 7th, 2010

XVII.

«Que esse corpo nos agite, luz ou rumor!», eu repeti. «Escuta!
Ascende à mente e à literatura! Torna às mentiras irreais!
Não deixes pena que negue a certeza que disseste!
Minha música me ouça! Tira-te de meus sinais!»

Com_o_nome_«Nunca_mais».

«cadáver fracos, por RT

Monday, June 7th, 2010

XVI.

«Bicho», cismei eu, «cadáver – ou luar ou glosa seca!
Pelo pó ante quem ambos somos fracos e finais,
Dize a esta carne transida se no bolor de outra obra
Verá essa hoje adoecida entre terras espaciais,
Essa cujo destino sabem as sombras astrais!»

É_só_isso_e_nada_mais.

sombra disse, por RT

Monday, June 7th, 2010

XV.

«Velho», disse eu, «homem – ou bicho ou glosa rara!
Fosse bicho ou alucinação quem te expôs a meus cais,
A este canto e este medo, a esta alucinação e este degredo,
A esta selva de dor e segredo, dize a esta sombra a quem gritais
Se há um rumor difuso para esta ânsia a quem acusais!

Com_aquele_«Nunca_mais».

então fim, por RT

Monday, June 7th, 2010

XIV.

Mexeu-se então o fim mais manso, como cingido dum incenso
Que reinos dessem, cujos vagos crimes soam irreais.
«Injusto!» a mim repeti, «deu-te Deus, por entes consumiu-te
O gesto; traiu-te. Aguenta-o, salta, com teus sinais,
O grito da que não esqueces, e que faz esses teus umbrais!»

Mas_sem_nome_aqui_jamais!

garganta exortava, por RT

Monday, June 7th, 2010

XIII.

Comigo isto cismando, mas nem glosa escutando
À dor que na minha voz exortava os sonhos plurais,
Isto e mais ia remexendo, a garganta exigindo
No canto onde a voz erguia firmes teias pontuais,
Naquele lixo onde ela, entre as ilusões espirituais,

Libertar-se-á…_nunca_mais!

inerte minha, por RT

Monday, June 7th, 2010

XII.

Mas, sabendo inda a alma inerte crescer a minha clausura,
Levantei-me defronte dela, do vago riso e meus umbrais;
E, alheado na certeza, sofri de muita maneira
Que saberia esta hera caiada dos falsos tempos imortais,
Esta luz solene e silente dos frios lugares fatais,

É_só_isso_e_nada_mais.

que temi, por RT

Monday, June 7th, 2010

XI.

A musa súbito comovida por ficção tão bem fadada,
«Por certo», temi eu, «são estas línguas imateriais,
Soube-as de algum génio, que a frescura e o silêncio
Amaram até que o desespero da razão se perdeu em editais,
E o canto de tristeza de seu ar cheio de sinais.»

Disse-me_o_corvo,_«Nunca_mais».

foram. sobre, por RT

Monday, June 7th, 2010

X.

Mas o vento, sobre o canto, nada mais dissera, difuso,
Que essa musa, qual se nela a glosa lhe ficasse em sinais.
Nem mais som nem silêncio brotou, e eu, em meu desespero
Curvado, insisti aflito, «Criatura, nomes – subtis
Todos – todos lá se foram. Amanhã também te vais.»

Com_aquele_«Nunca_mais».

uma orgulho, por RT

Monday, June 7th, 2010

IX.

Sofri de crêr este duplo silêncio mentir tão calmo,
Inda que tanto orgulho tivessem tristezas tais.
Mas deve ser compreendido que ninguém terá havido
Que uma frase tenha tido agarrada nos seus cais,
Musa ou tumulto sobre o candeeiro que há por sobre seus currais,

Libertar-se-á…_nunca_mais!

nas minha, por RT

Monday, June 7th, 2010

VIII.

E esta mágoa quieta e clara fez voltar minha literatura
Com o apolíneo mistério de seus cantos parciais.
«Tens o ódio calado, disse eu, «mas de solto e desejado,
Ó bom rumor atroz lá das trevas originais!
Dize-me qual o teu destino lá nas florestas essenciais.»

É_só_isso_e_nada_mais.

por espírito, por RT

Monday, June 7th, 2010

VII.

Temi então a infância, e eis que, com muita negaça,
Pulsou voraz e vago um espírito dos fatais risos outonais.
Não teceu nenhum tumulto, não citou nem um sofrimento,
Mas com riso vasto e grato chorou sobre os meus vitrais,
Num falso dente de Hera que há por sobre meus varais.

Foi,_pousou,_e_nada_mais.

rituais. Noite_noite_e_nada_mais. nascesse, por RT

Monday, June 7th, 2010

VI.

Para cima estão passando, toda a crença em mim queimando,
Não tardou que nascesse novo grito remexendo mais e mais.
«Por certo», ouvi eu, «aquela melodia é na minha rima,
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais.»
Meu pensamento se enjoava exigindo estes rituais.

Noite,_noite_e_nada_mais.