Archive for the ‘Maquina de Emaranhar Paisagens’ Category

velozes… arrastados, por Alexandra A.

Saturday, August 14th, 2010

… magnólia sinistra… e motor que se enrola de videiras… e memória estelar… límpida… o espelho num saco de madrepérola… e a cidade debaixo das almas que se moveram… e pássaros em silício dentro dos ventres velozes… e violência dos cabelos vergados… maravilha nos espantosos lugares por cima… e violinos como dentro das cavernas rangentes… leitor… separação… e mulheres monstruosas com aranhas… a triste fotografia do vocabulário… e homens abismadamente… mortos cegamente… e bichos arrastados do céu da garganta para… luz selvagem…

entre sol, por Alexandra A.

Friday, July 23rd, 2010

E as portas do mundo caíram na noite, como quando a melodia lança os seus dedos luminosos, abalada de um grande vento. E eis que havia um grande terramoto, e o sol tornou-se negro como um saco de silício e a gárgula tornou-se como sangue. E fez-se a separação entre as águas que estavam debaixo do perfume e as águas que estavam por cima do subterrâneo.

debaixo céu, por quim

Friday, July 2nd, 2010

E as mãos do céu caíram na melancolia, como quando a figueira lança os seus figos verdes, abalada de um grande vento. E eis que havia um grande terramoto, e o sol tornou-se antigo como um saco de silício e a lua tornou-se como sopro. E fez-se a separação entre as vinhas que estavam debaixo do firmamento e as veias que estavam por cima do nevoeiro.

eis cegas, por Alexandra A.

Wednesday, June 30th, 2010

E eis que se rasgou um abismado silêncio de raízes sombrias no corpo de mármore perpetuamente baixo. E os abismos moveram-se dos seus pensamentos pelo núcleo demoníaco, puxando as feridas, os lugares, os cordões abertos. E havia luzes sombrias na incandescência absoluta, na alumiada constelação dos limbos, e as lâminas cegas e os raios arrastados amadureciam no espelho da nossa arte.

quando noite, por Rui

Monday, June 21st, 2010

E as fontes do segredo caíram na noite, como quando a criatura lança os seus instintos fecundos, cerrada de um absorvente lume. E eis que havia um breve archote, e o enigma tornou-se desconhecido como um peixe de lama e a obra tornou-se como candelabro. E fez-se a separação entre as paisagens que estavam debaixo do génio e as brasas que estavam por cima do nevoeiro.

aniquilados pálida, por Alexandra A.

Monday, June 7th, 2010

… transformados pela existência violentamente sinistros os mortos amadureciam e dentro desta inocência ficavam as noites puxando as cavernas floridas e a pálida espuma subia pelos cometas deslumbrados e os meteoros estalavam e a seiva rasgou cegamente os milagres aniquilados e a estrela soturna girava em baixo com fábulas…

cego das, por Alexandra A.

Monday, June 7th, 2010

E o mistério retirou-se como um cego que se enrola e todos os séculos e vozes se moveram dos seus lugares. Ardente futuro, fêmeas coalhadas e liras caíam do fundo destilado. Rasgou os campos a audível morte das noites, palavra demente que os homens e as mulheres beijavam longamente e a que ficavam abraçados pela ideia, inspirados, sentadamente apavorados ? negros.

precipícios fundidos, por RT

Saturday, June 5th, 2010

E essa matéria subia e girava, puxando pelos sonhos os seres incompletos e vertiginosos. E dentro desta ausência e desta delicadeza, os impulsos amadureciam. Em baixo, incessantes, estalavam as constelações. E vi os precipícios, frenéticos e magnéticos, e foram fundidos os poros. Ah, como custa falar desta magnética estátua tão estancada e verdadeira ? dedicatória quimérica da nossa morte ?, cuja simples humildade basta para espantar o mundo. Irmãos Humanos que depois de nós vivereis, não nos guardeis ódio em vossos corações.

nossa fez-se, por Alexandra A.

Saturday, June 5th, 2010

Abalada de um assombrado amor, a face espantada subia e girava, puxando indecisamente os mitos iluminados que ficavam presos pelos ferozes e transfigurados retratos ao poema que se tornou como um dardo de raízes. E os bichos arrebatados beijavam essa loucura, e em baixo o sofrimento retirou-se, e fez-se a separação, e estalavam as vozes impuras. Loucura difusa da nossa vida.

negro fez-se, por RT

Saturday, June 5th, 2010

E as casas do céu caíram na baía, como quando a figueira lança os seus figos ardentes, abalada de um elaborado vento. E eis que havia um divino êxtase, e o sol tornou-se negro como um rumor de silício e a raiz tornou-se como sangue. E fez-se a separação entre as paisagens que estavam debaixo do orvalho e as brasas que estavam por cima do nevoeiro.

abalada caíram, por herbert

Thursday, May 6th, 2010

E as portas do rio caíram na solidão, como quando a figueira lança os seus figos verdes, abalada de um grande vento. E eis que havia um grande terramoto, e o sol tornou-se negro como um saco de lama e a lua tornou-se como sangue. E fez-se a separação entre as víboras que estavam debaixo do firmamento e as crianças que estavam por cima do firmamento.

saco lua, por Ana

Saturday, April 10th, 2010

E as portas do incêndio caíram na noite, como quando a embriaguez lança os seus cânticos verdes, abalada de um grande vento. E eis que havia um grande terramoto, e o sol tornou-se negro como um saco de silício e a lua tornou-se como sangue. E fez-se a separação entre as águas que estavam debaixo do firmamento e as águas que estavam por cima do firmamento.

caíram estavam, por rt

Monday, March 29th, 2010

E as flores do céu caíram na carne, como quando a harpa lança os seus instintos comovidos, espantada de um grande vento. E eis que havia um grande terramoto, e o mar tornou-se negro como um saco de silício e a lua tornou-se como dom. E fez-se a separação entre as águas que estavam debaixo do tempo e as águas que estavam por cima do subterrâneo.

flecha silício, por rt

Monday, March 29th, 2010

E as casas do silêncio caíram na solidão, como quando a flecha lança os seus mitos comovidos, esbulhada de um insistente lençol. E eis que havia um grande terramoto, e o sol tornou-se negro como um saco de silício e a lua tornou-se como sangue. E fez-se a separação entre as águas que estavam debaixo do vazio e as searas que estavam por cima do pólen.

havia cabeça, por RT

Monday, March 29th, 2010

E as flores do ruído caíram na cabeça, como quando a melodia lança os seus cavalos espantados, abalada de um grande vento. E eis que havia um erguido terramoto, e o sol tornou-se universal como um odre de silício e a lua tornou-se como dom. E fez-se a separação entre as águas que estavam debaixo do ruído e as imagens que estavam por cima do movimento.

permanentes céu, por exp

Monday, March 29th, 2010

E as chuvas do céu caíram na carne, como quando a melodia lança os seus cavalos permanentes, abalada de um grande vento. E eis que havia um grande terramoto, e o sol tornou-se negro como um saco de silício e a lua tornou-se como sangue. E fez-se a separação entre as águas que estavam debaixo do firmamento e as águas que estavam por cima do esquecimento.