Archive for the ‘Maquina de Emaranhar Paisagens’ Category
Friday, March 8th, 2013
E as pedras do instante caíram na solidão, como quando a figueira lança os seus figos verdes, abalada de um grande vento. E eis que havia um grande terramoto, e o sol tornou-se negro como um tormento de silício e a lua tornou-se como sangue. E fez-se a separação entre as pálpebras que estavam debaixo do ruído e as giestas que estavam por cima do sentimento.
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Wednesday, November 28th, 2012
E as profecias do fogo caíram na melancolia, como quando a boca lança os seus cavalos espantados, esbulhada de um áspero instinto. E eis que havia um bárbaro êxtase, e o espelho tornou-se antigo como um começo de fábula e a memória tornou-se como pássaro. E fez-se a separação entre as tecedeiras que estavam debaixo do tempo e as traves que estavam por cima do medo.
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Thursday, July 5th, 2012
E as chuvas do outono caíram na carne, como quando a figueira lança os seus figos verdes, abalada de um absorvente lençol. E eis que havia um divino sentido, e o sol tornou-se negro como um jovem de espanto e a lua tornou-se como sangue. E fez-se a separação entre as águas que estavam debaixo do terror e as águas que estavam por cima do esquecimento.
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Friday, May 4th, 2012
Irmãos Humanos que depois de nós vivereis, não nos guardeis ódio em vossos corações. Na maravilha desta luz inextricável, vi os homens e as mulheres que estalavam como estrelas, como figos deslumbrados. E o sol negro e a lua de sangue caíram no vento, nas águas, na terra, caíam da selvagem figueira por cima do firmamento que subia e girava como um livro terrível, uma colina que se enrola.
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Friday, May 4th, 2012
Ah, como custa falar desta selvagem floresta tão áspera e inextricável, cuja simples lembrança basta para despertar o terror. E vi os mortos, como quando a figueira lança os seus figos verdes, entre as águas que estavam debaixo do firmamento, águas negras, e a lua como sangue, denso granizo e neves do espaço tenebroso.
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Thursday, March 15th, 2012
E as mãos do céu caíram na terra, como quando a figueira lança os seus figos verdes, abalada de um grande vento. E eis que havia um grande terramoto, e o sol tornou-se negro como um saco de silício e a lua tornou-se como sangue. E fez-se a separação entre as águas que estavam debaixo do firmamento e as águas que estavam por cima do firmamento.
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Thursday, March 15th, 2012
E as musas do instante caíram na terra, como quando a figueira lança os seus figos verdes, abalada de um grande vento. E eis que havia um grande terramoto, e o sol tornou-se negro como um odre de silício e a lua tornou-se como sangue. E fez-se a separação entre as águas que estavam debaixo do firmamento e as imagens que estavam por cima do nevoeiro.
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Friday, March 9th, 2012
E as fontes do ruído caíram na mãe, como quando a figueira lança os seus figos verdes, abalada de um grande vento. E eis que havia um grande terramoto, e o sol tornou-se negro como um saco de silício e a lua tornou-se como sangue. E fez-se a separação entre as paisagens que estavam debaixo do firmamento e as crianças que estavam por cima do recolhimento.
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Tuesday, October 25th, 2011
… luz selvagem… e terramoto que se enrola de estrelas… e água abalada… inextricável… o sol num saco de vento… e a lua debaixo das ilhas que se moveram… e livros em silício dentro dos mortos verdes… e coração dos figos abertos… maravilha nos grandes lugares por cima… e montes como dentro das águas negras… espaço… separação… e mulheres vermelhas com cúpulas… a antiga colina do firmamento… e homens violentamente… sons cegamente… e seres arrastados do céu da boca para… luz selvagem…
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Sunday, April 24th, 2011
E o gato retirou-se como um cego que se enrola e todos os fungos e faúlhas se moveram dos seus lugares. Espantoso destino, pancadas vivas e gargantas caíam do barro tenebroso. Rasgou os pés a furibunda saliva das fábulas, página desvairada que os homens e as mulheres beijavam longamente e a que ficavam debruçados pela gruta, armados, terrivelmente brancos ? sobrenaturais.
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Sunday, April 24th, 2011
E as estrelas do céu caíram na terra, como quando a criatura lança os seus figos verdes, abalada de um absorvente lugar. E eis que havia um breve sentido, e o ouro tornou-se imóvel como um saco de sal e a lua tornou-se como trigo. E fez-se a separação entre as chávenas que estavam debaixo do orvalho e as árvores que estavam por cima do firmamento.
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Friday, April 8th, 2011
E as flores do céu caíram na carne, como quando a figueira lança os seus figos infindáveis, abalada de um grande vento. E eis que havia um grande rosto, e o canto tornou-se vingativo como um saco de silício e a lua tornou-se como sangue. E fez-se a separação entre as águas que estavam debaixo do vazio e as águas que estavam por cima do medo.
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Friday, April 8th, 2011
E as estrelas do céu caíram na terra, como quando a figueira lança os seus figos verdes, abalada de um grande vento. E eis que havia um grande terramoto, e o sol tornou-se negro como um saco de silício e a lua tornou-se como sangue. E fez-se a separação entre as águas que estavam debaixo do firmamento e as águas que estavam por cima do firmamento.
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Friday, April 8th, 2011
E o céu retirou-se como um livro que se enrola e todos os montes e ilhas se moveram dos seus lugares. Denso granizo, águas negras e neves caíam do espaço tenebroso. Rasgou os limbos a antiga luz das fábulas, luz terrível que os homens e as mulheres beijavam cegamente e a que ficavam presos pela boca, arrastados, violentamente brancos ? mortos.
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Friday, January 28th, 2011
E o segredo retirou-se como um rato que se enrola e todos os fungos e luzes se moveram dos seus lugares. Poderoso granizo, teias negras e neves caíam do fundo tenebroso. Rasgou os gestos a antiga oficina das estações, luz demente que os homens e as mulheres beijavam puramente e a que ficavam mergulhados pela ferocidade, arrastados, terrivelmente brancos ? vivos.
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Monday, December 20th, 2010
E o amor retirou-se como um livro que se enrola e todos os montes e ilhas se moveram dos seus lugares. Concreto destino, teias coalhadas e neves caíam do espaço sensacional. Rasgou os garfos a antiga luz das irmãs, luz terrível que os homens e as mulheres beijavam cegamente e a que ficavam presos pela boca, altíssimos, abruptamente delicados ? negros.
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Monday, September 27th, 2010
E as musas do céu caíram na cabeça, como quando a figueira lança os seus pensamentos verdes, abalada de um grande lume. E eis que havia um grande sonho, e o sol tornou-se negro como um saco de silício e a lua tornou-se como sopro. E fez-se a separação entre as águas que estavam debaixo do firmamento e as águas que estavam por cima do espanto.
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Saturday, August 14th, 2010
… magnólia sinistra… e motor que se enrola de videiras… e memória estelar… límpida… o espelho num saco de madrepérola… e a cidade debaixo das almas que se moveram… e pássaros em silício dentro dos ventres velozes… e violência dos cabelos vergados… maravilha nos espantosos lugares por cima… e violinos como dentro das cavernas rangentes… leitor… separação… e mulheres monstruosas com aranhas… a triste fotografia do vocabulário… e homens abismadamente… mortos cegamente… e bichos arrastados do céu da garganta para… luz selvagem…
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Friday, July 23rd, 2010
E as portas do mundo caíram na noite, como quando a melodia lança os seus dedos luminosos, abalada de um grande vento. E eis que havia um grande terramoto, e o sol tornou-se negro como um saco de silício e a gárgula tornou-se como sangue. E fez-se a separação entre as águas que estavam debaixo do perfume e as águas que estavam por cima do subterrâneo.
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Friday, July 2nd, 2010
E as mãos do céu caíram na melancolia, como quando a figueira lança os seus figos verdes, abalada de um grande vento. E eis que havia um grande terramoto, e o sol tornou-se antigo como um saco de silício e a lua tornou-se como sopro. E fez-se a separação entre as vinhas que estavam debaixo do firmamento e as veias que estavam por cima do nevoeiro.
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