Primeira Parte :: Arqueologia
00:00 » Genérico Rumor Branco [Início]
00:26 » Locução
Kurt Schwitters, 1932. Ursonate, publicado na revista Merz, número 24, aqui em gravação realizada em Frankfurt, a 5 de maio de 1932. A organização escrita da fonética, numa sonata em quatro momentos. A variação no ritmo, a severidade militar dos alfabetos em decomposição. Schwitters, pintor, inventor da técnica de colagem “Merz.” Colaborador de Arp, Tzara, Hausmann. Esta “Sonata in Urläten”, alterada entre 1926 e 1932, data da versão que aqui se apresenta. Experimentador nos campos da poesia, cabaret, tipografia, pintura no corpo, música, arquitectura. Avô da Pop Art, do Happening, da arte Conceptual, de Fluxus, da arte multimédia. A arte do ruído no seu extremo: a integração óptico-fonética e o nonsense, o zaum de uma língua transmental (o termo é de Krutchenik, 1920). O sopro vital, a onomalíngua (nas palavras de Firtunato Depero, 1946), a linguagem das crianças e dos selvagens. Kurt Schwitters, “Ursonate”
01:47 » Kurt Schwitters, “Ursonate”
Segunda Parte :: Divulgação
05:10 » Locução
Américo Rodrigues, em Leituras da Poesia Experimental Portuguesa gravadas na Guarda em 2012 por Rui Torres e Luís Aly, interpreta o poema “O lixo”, de Salette Tavares. Originalmente publicado em 1971, no livro Lex Icon da escritora portuguesa já falecida, uma elegia ao lixo, o repugnante e expurgado lixo, o lixo secreto aqui e agora tornado jóia, informação, arte. Homenagem a Schwitters e a Dada, aos poetas de lixos. Para a leitura, Américo Rodrigues, recorrendo à exploração do texto-som, ao isomorfismo e à repetição, apela à reconstrução da linguagem. O lixo luxo de Salette Tavares. Américo Rodrigues lê “O lixo”, de Salette Tavares.
06:03 » Américo Rodrigues lê “O lixo”, de Salette Tavares
Terceira Parte :: Transformação
13:05 » Locução
E agora, decompondo as palavras transmentais, o tratamento sonoro de Luis Aly.
13:14 » Remistura criativa do programa por Luís Aly
14:27 » Genérico Rumor Branco [Final]