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Resumo


Crio e programo obras poéticas que exploram a interseção entre literatura e meios digitais, recorrendo a técnicas combinatórias e generativas. Estas obras promovem formas de interatividade que proporcionam experiências de leitura participativas em ambientes digitais e multimodais, ao mesmo tempo que remedeiam e reimaginam a tradição poética da literatura portuguesa.



Ferramentas


Poemário Poemario.js && Poemário (Porto, 2008-2026)

Poemario.js é uma biblioteca em JavaScript desenvolvida para a criação de motores textuais combinatórios e generativos, permitindo programar poemas, narrativas, cartas e outras formas de escrita variável através de processos de recombinação algorítmica. Concebido como ferramenta para literatura eletrónica, o sistema possibilita a manipulação dinâmica de estruturas textuais, léxicos, categorias gramaticais, som e multimédia, promovendo formas de leitura participativa e textualidades em permanente mutação. Complementarmente, o blogue Poemário funciona como plataforma de arquivo e publicação, permitindo registar, guardar e partilhar versões produzidas pelos leitores através das obras criadas com o Poemario.js. Desenvolvido ao longo de diferentes gerações tecnológicas, o projeto articula programação, escrita, performance e remediação digital no contexto da poesia experimental e da literatura eletrónica.

Autoria e colaborações: Rui Torres (conceito) e Nuno Ferreira (programação).

https://telepoesis.net/curso-breve/tutorial.html (Poemario.js)

https://telepoesis.net/poemario/ (Poemario.php)



Obras


a vague trembling of stars is lost a vague trembling of stars is lost (Porto e Granada, 2025-26)

a vague trembling of stars is lost é uma obra poética variacional inspirada na poesia de Federico García Lorca. A obra é gerada através da recombinação criativa de poemas selecionados e reescritos a partir de Libro de Poemas, intencionalmente limitada a um corpus reduzido de aproximadamente 500 versos e 2.500 palavras. A obra justapõe dois modos complementares de leitura poética. A primeira versão explora a lógica combinatória do modelo códice. Implementada como um texto digital interativo programado em HTML, JavaScript e CSS, permite a geração de sextiliões de poemas únicos, individualmente ou como um conjunto simultâneo de 1.936 poemas. Esta versão convida a um envolvimento próximo e tátil com o texto generativo. A segunda versão expande a obra para um ambiente imersivo de realidade virtual experienciado através de um headset VR. Desenvolvida com A-Frame, WebXR e JavaScript, esta versão espacializa e recombina os versos num campo tridimensional que envolve o leitor. O poema desdobra-se como uma arquitetura textual navegável, transformando a leitura numa experiência incorporada e espacial. Experienciada através de headsets VR, esta versão enfatiza a deslocação conceptual da combinatória baseada na página para um espaço poético imersivo.

Encomenda da exposição Encuentros Contemporáneos sobre Movilidad en las Fronteras de la Ficción (14–28 de maio de 2026), Facultad de Comunicación y Documentación, Capilla Neomudéjar, Granada, Espanha, no âmbito do projeto I+D FicTrans. Curadoria de Mieke Bal, Domingo Sánchez-Mesa, Juan Ángel Jódar e Mario de la Torre.

https://telepoesis.net/lorca/v1/ [v1 - combinatória | codex]

https://telepoesis.net/lorca/v2/ [v2 - combinatória | VR]



alusonhador v.2 (entre fakescript e protocolo ritual) alusonhador v.2 (entre fakescript e protocolo ritual) (Porto, 2026)

Um terminal que sonha: um sistema parcialmente executável que explora o uso de inteligência artificial a partir de uma perspetiva crítica, menos orientada para a eficiência e mais aberta ao desvio, à ambiguidade e à fabulação. alusonhador situa-se entre literatura, software especulativo e design de interação com modelos de linguagem. O seu ponto de partida não é o da “poesia em código” entendida como simples tematização do digital, mas antes o de um protocolo de ativação: um ritual computacional, uma API simbólica para o sonho, uma instrução performativa que desloca o código do domínio da utilidade para o da deriva e da suspensão. alusonhador não é apenas um script, nem apenas um poema, nem apenas uma interface. É uma máquina de suspensão. Um sistema operativo do sonho.

Obra realizada por encomenda do projeto IN&OUT of the BOX (ICNOVA, Universidade NOVA de Lisboa), dedicado à interseção entre criatividade, inteligência e tecnologia, explorando a “caixa preta” da inteligência artificial através de práticas que articulam investigação científica, crítica e criação artística. Esta obra esteve exposta em In & Out of the Box, junho de 2026, na Sala MoCap da Escola de Artes da Universidade Católica - Porto.

https://telepoesis.net/alusonhador/v2/index.html



Cem Vezes Abílio Cem Vezes Abílio (Porto, 2026)

Sequência de enunciados iterativos em homenagem a Abílio-José Santos, construída a partir de um único corpus textual organizado em duas páginas que reconfiguram entre si a ordem, a ênfase e a articulação das mesmas unidades frásicas. O texto base explora procedimentos de repetição, deslocação e recombinação, operando sobre refrões, variações sintáticas e permutações lexicais que produzem um efeito de insistência e instabilidade discursiva. As duas páginas do PDF correspondem a duas iterações desse mesmo material: a segunda reorganiza e redistribui os elementos da primeira, criando uma leitura em eco, desfasamento e rearticulação contínua. A versão digital expande este princípio através de um dispositivo combinatório que permite múltiplas apresentações do corpus, alternando entre leitura integral, desmontagem e remistura. Nesta transposição, a segunda página deixa de surgir como entidade autónoma e passa a funcionar como camada latente: não visível diretamente, mas ativa nos processos de recombinação e nos ecos visuais que atravessam o ecrã. O resultado é uma obra em que texto fixo e variação dinâmica coexistem, prolongando, em ambiente digital, a lógica de montagem, apropriação e circulação presente no objeto impresso.

A versão PDF em duas páginas foi distribuída na publicação coletiva Suppose That... abílio Mil Folhas Neolux 1926-2026, organizada por César Figueiredo, Rui Torres, Bruno Ministro e Diogo Marques, em homenagem a Abílio-José Santos.

rui-torres_viva-o-abilio.pdf [PDF v1] | viva-o-abilio.pdf [PDF v2]

https://telepoesis.net/abilio/cemvezes/ [Versão interativa]



As Palavras As Palavras (Porto, 2026)

A partir do poema “As Palavras” de Eugénio de Andrade, a obra cria um campo de variações em fluxo contínuo. O texto original surge como matriz e memória: cada novo ciclo recompõe o poema através de substituições lexicais organizadas por categorias gramaticais e campos semânticos. A obra tem dois modos complementares. Na projeção, as variações ocorrem em modo automático, produzindo um fluxo contínuo de reescritas. No tablet, disponível ao lado da instalação, o poema assume um modo interativo: as palavras sublinhadas são “ativas” e podem ser tocadas para desencadear novas combinações. Cada gesto do leitor reconfigura o verso, tornando a leitura uma prática de exploração e montagem. Em paralelo, duas camadas sonoras (vozes e texturas) entrelaçam-se, criando um ambiente acústico em permanente recomposição. O conjunto funciona como uma ecologia de variações: texto, som e leitura transformam-se continuamente, entre memória e presente.

Obra programada em HTML5, CSS3, JavaScript, com voz de Nuno M Cardoso, texturas sonoras de Luís Aly, usando o poemario.js de Nuno Ferreira. Criada para REMISTURAR O ARQUIVO - Cinco Dimensões do Texto Experimental, Biblioteca Poética Eugénio de Andrade · Porto, março a julho 2026.

https://telepoesis.net/EA/ [Instalação]

https://telepoesis.net/EA/poemario/ [Versão interativa]



alusonhador alusonhador.docx.pdf (Porto, 2025)

Artefacto textual híbrido, composto por três documentos falsamente funcionais — alusonhador.py, abismo.txt e README.md — acompanhados de um conjunto de módulos auxiliares reunidos em alusonhador.zip. Juntos, formam a estrutura de um fakescript onírico concebido para ensinar uma inteligência artificial a sonhar. Combinando poesia, sintaxe computacional e práticas especulativas, este fakescript não opera sobre dados, mas sobre delírios. O código executa o sonho, o arquivo inventa memórias, o manual descreve os ciclos de falhas e recomeços. A linguagem é aqui tratada como matéria de devaneio: um gesto algorítmico em direção ao irreal.

Publicado como .pdf na revista ELyra: Revista Da Rede Internacional Lyracompoetics, 25, organizada por Carla Miguelote e Diogo Marques e dedicada ao tema Instruções Poéticas, Modos de Usar, nas páginas 259 a 268 da secção Dispositivos Poéticos, com direito a DOI: 10.21747/21828954/ely25

https://elyra.org/index.php/elyra/ [pdf eLyra]



rt to jam rt to jam (Porto, 2025)

Sequência de textos em espelho inspirada na obra de José-Alberto Marques, criada a partir de um corpus poético gerado com o gerador de homeóstatos e posteriormente manipulada através de intervenções digitais para recombinar a ordem das frases. Este processo originou cinco textos distintos, cada um com uma estrutura única, reescritos e editados para atingir o equilíbrio textual e visual pretendido: cerca de 350 palavras, distribuídas por 34 versos, em cinco folhas totalmente preenchidas. Cada um dos 34 versos destes cinco textos foi depois invertido: a primeira palavra ou expressão de cada verso passou a ser a última, e assim sucessivamente, criando um jogo de reflexos entre os dois textos.

De cada uma das cinco folhas, impressas frente e verso, foram produzidos dois conjuntos. O primeiro inclui os cinco poemas em espelho, em edição limitada de cinco cópias assinadas e numeradas, acondicionadas em envelope castanho. O segundo foi integrado num total de 25 envelopes brancos, distribuídos na publicação coletiva Suppose That... MacBerto Marques & Lady PoEx picnic, organizada por César Figueiredo, Rui Torres, Bruno Ministro e Diogo Marques, em homenagem a José-Alberto Marques.

https://telepoesis.net/jam/rt-jam.pdf [.pdf]

https://telepoesis.net/jam/index.html [Galeria de Imagens]



Diálogos entre Camões e Dinamene Diálogos entre Camões e Dinamene: 500 Sonetos selecionados a partir de um infinito poético de almas partidas (Porto, 2024-25)

Obra que se baseia no soneto "Alma minha gentil, que te partiste" de Camões, em diálogo com uma versão alternativa de Manuel Portela, narrada do ponto de vista da alma que partiu. Através de um sistema de variações, cada soneto pode ser gerado em inúmeras combinações únicas, permitindo que os leitores interajam e criem as suas próprias versões do texto. O projeto inclui a publicação de um livro com 500 sonetos selecionados por alunos do ensino secundário, proporcionando uma experiência participativa que amplia as possibilidades de leitura e interpretação do poema original.

Obra exposta na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, integrando o núcleo temático "Camões, uno e múltiplo: recriações digitais" da exposição Camões 500, comissariada por Paulo Silva Pereira e Filipa Araújo, de 9 de janeiro a 25 de julho de 2025. Esta iniciativa faz parte do programa oficial das comemorações do V Centenário do nascimento de Luís de Camões (2024-2026).

https://telepoesis.net/camoes_500 [Web App]

https://www.uc.pt/ [Livro]



Remain Calm... Remain Calm (Porto, 2024)

Remain Calm é uma reescrita do texto 'Remaining Calm', de Alvaro García de Zúñiga (1958-2014), concebida em resposta a um convite para o encontro «A.G.Z. pequenas explosões» (outubro 2014), que contempla 'operações entrelaçadas de escrileitura'. Em diálogo com um GPT-4 especificamente treinado, foram gerados milhares de avisos de perigo inspirados nas propostas de A.G.Z., aos quais se adicionaram igual número de descritores de sons (legendas). A obra apresenta três versões: numa, gera-se aleatoriamente uma combinação de um aviso de perigo, uma legenda e um som de uma base de dados de efeitos sonoros criada para o efeito; na segunda, a combinação de aviso e legenda é inserida num PDF (guardado na pasta de Descargas do utilizador), concebido para imitar o estilo dos sinais de perigo; a terceira versão utiliza o poemario.js para gerar dinamicamente combinações aleatórias de avisos e legendas numa lógica palavra por palavra. Esta obra inclui traduções de 'Remain vigilant in the seven seconds before disappearing', de Sandra Guerreiro Dias, baseada também no texto de Zúñiga.

Encomenda do encontro «A.G.Z. pequenas explosões», organizado por Manuel Portela (Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra) em parceria com a Fundação Casa de Mateus, com o objetivo de testar "um conjunto de hipóteses de leitura e escrita segundo princípios colaborativos e contrapontísticos".

https://telepoesis.net/remain-calm/



ARR_GPT ARR_GPT - António Ramos Rosa - Gesto Perpétuo Trémulo (Porto, 2024)

ARR_GPT tem como objetivo explorar a poesia de António Ramos Rosa utilizando as perguntas poéticas presentes na sua obra como ponto de partida para novas criações. O GPT (Generative Pre-trained Transformer 4) foi ajustado para refletir o estilo, a sensibilidade e as temáticas características do poeta, interpretando essas questões poéticas — agora transformadas em comandos para a IA — de modo a ressoar com a sua voz distintiva. Entre as milhares de interações geradas pelo ARR_GPT, selecionaram-se mil perguntas e respostas, agora presentes nesta versão web, cada uma editada e aprimorada. Destas, quinhentas foram ainda mais adaptadas para compor cinco conjuntos distintos, cada um contendo cem cartões, impressos em papel cana de açúcar, possibilitando assim uma exploração poética tátil e visual. Até o logotipo do ARR_GPT foi concebido para dialogar com as nuances do GPT-4, refletindo as suas peculiaridades. Criado no contexto do projeto exploratório FCT Ver a Árvore e a Floresta. Ler a Poesia de António Ramos Rosa à Distância, coordenado por Bruno Ministro, FLUP/ILCML.

Instalações/Exposições > 17 outubro a 15 novembro 2024: Exposição Matéria Viva, com curadoria de Bruno Ministro e Patrícia Esteves Reina. Instituto Pernambuco Porto.

Publicado no livro Entre as Raízes e os Astros: António Ramos Rosa em diálogo, organizado por Ana Paula Coutinho e Helena Costa Carvalho, pp. 263 e 264, secção Constelações.

https://telepoesis.net/ARR_GPT/



Poesia Encontrada Poemas encontrados (Porto, 2024)

A partir de textos e procedimentos poéticos de António Aragão, a obra reinscreve a estética da colagem e da poesia encontrada de António Aragão num ambiente digital dinâmico e em permanente mutação. Desenvolvida inicialmente no âmbito do projeto CD-ROM da PO.EX (Porto, 2007), a peça explorava tipografia generativa, colagem textual, RSS feeds e recombinação algorítmica através de Flash, ActionScript e PHP, sendo posteriormente recriada em JavaScript. Alimentado por textos provenientes de jornais online, o motor textual produz composições tipográficas variáveis e imprevisíveis, transformando o poema num campo de indeterminação, abertura e metamorfose contínua, onde cada leitura gera novas relações visuais e verbais.

Poemas originalmente programados em Flash, Actionscript, PHP (Porto, 2007). recriados em JavaScript.

https://telepoesis.net/encontrada



PoemAds PoemAds - Sob o signo da devoração (Clermont-Ferrand, 2024)

Motor textual e animação generativa construídos a partir de slogans publicitários, explorando os mecanismos de repetição, sedução e circulação da linguagem mediática. O corpus reúne slogans de manteigas, cervejas, águas, automóveis, refrigerantes, bancos, cartões de crédito, champôs e supermercados, posteriormente recombinados com léxico recolhido de slogans publicitários disponíveis em linha. Através de processos algorítmicos de fragmentação, permutação e deriva semântica, a obra transforma a retórica promocional num campo poético instável e crítico, onde consumo, automatismo verbal e excesso comunicacional são reinscritos como experiência estética. Utiliza open fonts e animação tipográfica como elementos estruturantes da composição visual e textual.

Poemas originalmente programados em Flash/ActionScript (Porto, 2012), recriados em 2024 com o poemario.js (Rui Torres e Nuno Ferreira).

https://telepoesis.net/poemads_js



Poemas no meio do caminho Poemas no meio do caminho (Porto, 2020)

A obra, um motor textual sonoro organizado em oito poemas distintos, explora a poesia como prática de deriva e recombinação contínua, transformando o percurso textual num espaço de negociação entre algoritmo e intervenção do leitor. A partir de uma matriz combinatória, cada leitura permite ao utilizador gerar uma configuração transitória do poema, fazendo emergir uma textualidade instável e mutável. As variações produzidas pelos leitores podem ser publicadas no blogue Poemário, permitindo o registo e a partilha da natureza efémera e processual da obra.

Autoria e colaborações: Rui Torres (xml, html), Luís Aly (som) e Nuno M Cardoso (voz). Poemas originalmente programados em Flash/ActionScript (Porto, 2008), recriados em 2020 com o poemario.js (Rui Torres e Nuno Ferreira).

https://telepoesis.net/caminho_js



brin cadeiras brin cadeiras (Porto 2020)

A obra reinscreve o experimentalismo verbal de Salette Tavares num ambiente digital marcado pela ludicidade, pela permutação e pela instabilidade sintática. Desenvolvida como motor textual animado, a peça combina fragmentos poéticos e léxicos de Salette Tavares e Fernando Pessoa através de processos contínuos de recombinação, fazendo emergir configurações verbais mutáveis e inesperadas. A interação entre voz, texto, animação e variação algorítmica transforma o poema num espaço performativo e experimental, onde brincar com a linguagem se torna também uma exploração dos limites do sentido, da sonoridade e da própria materialidade verbal.

Autoria e colaborações: Rui Torres (xml, html), Américo Rodrigues (voz). Poemas originalmente programados em Flash/ActionScript (Porto, 2010), recriados em 2020 com o poemario.js (Rui Torres e Nuno Ferreira).

https://telepoesis.net/brincadeiras_js



Amor de Clarice Amor de Clarice v.2 (Porto 2020)

Partindo do conto «Amor», de Clarice Lispector, esta versão desenvolvida com Poemario.js reinscreve o universo clariciano num motor textual combinatório e generativo. A obra permite aos leitores escolher, substituir e recombinar palavras e fragmentos poéticos, fazendo emergir configurações textuais sempre distintas e instáveis. Através de processos algorítmicos de permutação e deriva semântica, o poema transforma-se num campo aberto de variação contínua, onde percepção, memória e estranhamento são constantemente reconfigurados pela interação entre leitor e sistema. Texto de Rui Torres a partir do conto «Amor» de Clarice Lispector e léxico de Clarice Lispector.

Autoria e colaborações: Rui Torres (xml, html), Carlos Morgado e Luís Aly (som), Nuno M Cardoso (voz). Poemas originalmente programados em Flash/ActionScript (Porto, 2008), recriados em 2020 com o poemario.js (Rui Torres e Nuno Ferreira).

https://telepoesis.net/amorclarice/v2_js



Húmus Poema Contínuo Húmus Poema Contínuo (Porto 2020)

Motor textual com som construído a partir de «Húmus» (1917), de Raul Brandão, e «Húmus» (1967), de Herberto Helder. A obra aproxima os universos de Brandão e Helder através de um dispositivo textual contínuo que recombina matéria verbal, voz, sonoridade e fluxo imagético, explorando práticas de plagiotropia, reescrita e deriva textual. Entre decomposição e regeneração, o poema desenvolve-se como organismo instável e mutante, fazendo do húmus simultaneamente arquivo, ruína e princípio de transformação poética. As recombinações produzidas pelo motor textual prolongam a tensão entre memória, morte e metamorfose presente nas duas obras, convertendo o texto num campo processual de contaminação e renascimento contínuo.

Autoria e colaborações: Rui Torres (XML, HTML, som), Luís Aly (som), Nuno M. Cardoso (voz). Poemas originalmente programados em Flash/ActionScript (Chapel Hill e Porto, 1999–2008), recriados em 2020 com Poemario.js (Rui Torres e Nuno Ferreira).

https://telepoesis.net/humus_js



1 corvo nunca mais 1 corvo nunca mais (Porto 2020)

Motor textual com som construído a partir da tradução de «The Raven», de Edgar Allan Poe, realizada por Fernando Pessoa. As 18 sextilhas do poema são recombinadas em tempo real através de procedimentos aleatórios aplicados a léxico selecionado da obra de Fernando Pessoa, produzindo configurações textuais e sonoras sempre distintas. Voz, ambientes sonoros e fragmentos textuais reorganizam-se continuamente, transformando o refrão obsessivo do poema num dispositivo de variação, eco e deriva. Integrado no sistema Poemario, o projeto permite ainda aos leitores guardar e partilhar as suas versões do poema.

Autoria e colaborações: Rui Torres (XML, HTML), Luís Aly (som), Nuno M. Cardoso (voz). Poemas originalmente programados em Flash/ActionScript (Porto, 2009), recriados em 2020 com Poemario.js (Rui Torres e Nuno Ferreira).

https://telepoesis.net/pessoa_js



Do Peso e da Leveza Do Peso e da Leveza (Porto 2020)

Motor textual com som construído a partir de textos e léxico de Fernando Pessoa e Sophia de Mello Breyner Andresen, explorando tensões entre densidade e transparência, gravidade e suspensão, matéria e fluidez. Através de procedimentos combinatórios e generativos, fragmentos textuais e ambientes sonoros reorganizam-se continuamente, produzindo configurações poéticas variáveis e instáveis em cada leitura. A obra transforma o poema num campo de mutação contínua onde as vozes poéticas de Pessoa e Sophia entram em diálogo, contaminação e recomposição.

Autoria e colaborações: Rui Torres (XML, HTML), Luís Carlos Petry (imagens), Luís Aly (som). Poemas originalmente programados em Flash/ActionScript (Porto, 2009), recriados em 2020 com Poemario.js (Rui Torres e Nuno Ferreira).

https://telepoesis.net/dopesoedaleveza_js



Cantiga Cantiga (Porto 2020)

Motor textual construído a partir do poema «Cantiga», de Salette Tavares, em diálogo com o léxico das cantigas medievais galego-portuguesas. A obra reinscreve a dimensão lúdica, musical e permutativa da poesia de Salette Tavares num dispositivo combinatório onde repetição, variação e deriva textual fazem emergir configurações poéticas sempre mutáveis. Alimentado por vocabulário proveniente das cantigas medievais e estruturado através de procedimentos algorítmicos, o poema explora tensões entre tradição oral, experimentalismo verbal e textualidade digital, transformando a leitura num campo de recombinação contínua.

Autoria e colaborações: Rui Torres (XML, HTML). Poemas originalmente programados em Flash/ActionScript (Porto/Lisboa, 2012), recriados em 2020 com Poemario.js (Rui Torres e Nuno Ferreira).

https://telepoesis.net/cantiga_js



Fakephone4a(n)droid fakephone4a(n)droid (Porto e Barcelona, 2019)

A obra cruza objeto físico, interface móvel e textualidade generativa, expandindo a poesia para um território híbrido entre dispositivo comunicacional, performance sonora e arquivo manipulável. Construído como um objeto mixed-media, o fakephone4a(n)droid articula código Java para Android impresso em acetato transparente, poemas em cartões tipográficos e uma aplicação web, promovendo sobreposições, ocultações e recombinações textuais. A fragmentação dos poemas em funções, chamadas e dicotomias reforça uma poética da interferência, da escuta e da circulação descontínua da linguagem, convocando uma reflexão crítica sobre os dispositivos móveis, a mediação tecnológica e a materialidade do código.

Autoria e colaborações: Rui Torres (xml, html), Luís Aly (som), Nuno M Cardoso (voz), text-to-speech (vozes). App web criada com o poemario.js (Rui Torres e Nuno Ferreira).

Instalações/Exposições/Publicações > julho 2025: VIGO volume 2 – Poesia Visual Portuguesa, Org. Fernando Aguiar, ed. HOTEL DADA || 23 fevereiro 2019: acciones sonhoras #13, L’Automàtica, Barcelona, Espanha || 7-12 Maio 2019: nit sonhoras - exposição & poetry event, Arts Santa Monica, Barcelona, Espanha.

https://telepoesis.net/fakephone [web app]

https://www.sonhoras.org/producte/fakephone/ [cartões tipográficos]



Lost in Translation Lost in Translation (Porto, Lancaster e Barcelona, 2019)

Aventuras com tradução automática e text-to-speech. Explorando os desvios produzidos pela tradução automática e pelas vozes sintéticas, a obra transforma o erro, a deriva semântica e a instabilidade linguística em matéria poética. Cada passagem entre idiomas faz emergir novas camadas de estranhamento, aproximando tradução e reinvenção textual.

Autoria e colaborações: Rui Torres (xml, html), Luís Aly (som), text-to-speech (vozes). Criado com o poemario.js (Rui Torres e Nuno Ferreira).

https://telepoesis.net/curso-breve/



Árvore Árvore (Porto, 2018)

A obra organiza-se como um sistema generativo em torno de referências botânicas e fragmentos da poesia portuguesa moderna, aproximando processos de crescimento vegetal e recombinação textual. As variações produzidas pelo motor combinatório fazem emergir uma ecologia verbal em contínua transformação, onde espécies, versos e imagens se contaminam mutuamente. Inspirado em poemas de António Gedeão, António Ramos Rosa, Fernando Pessoa, Herberto Helder, Miguel Torga e Ruy Belo.

Autoria e colaborações: Rui Torres (xml, html), Luís Aly (som). Criado com o poemario.js (Rui Torres e Nuno Ferreira).

Instalações/Exposições > maio 2019: Villa Moraes, Ponte de Lima || junho 2019: sede da Comunidade InterMunicipal do Alto Minho, Viana do Castelo || 17 maio 2023: Humanidades digitais e sustentabilidade, in: "Raízes das Humanidades, sob o signo da sustentabilidade", Festival SER HUMANO - Festival das Humanidades, org. CODA / UP, FLUP I&D e Jardim Botânico da Universidade do Porto, Galeria da Biodiversidade.

https://telepoesis.net/arvore



Cushioned Fakescripts Cushioned Fakescripts (Porto e Kassel, 2017)

Objeto poético e tipográfico composto por fragmentos impressos de código provenientes de diversas linguagens de programação, apropriados, deslocados e adaptados para a inscrição de poesia. A obra transforma a sintaxe computacional num campo visual e material de tensão entre legibilidade e opacidade, funcionalidade e desvio poético. Entre código e objeto, os fakescripts exploram criticamente a materialidade das linguagens digitais e os sistemas invisíveis que estruturam a comunicação contemporânea, propondo uma leitura tátil, fragmentária e performativa do texto-programa.

Autoria e colaborações: Rui Torres (texto-código). Friedrich W. Block (tradução).

Instalações/Exposições/Publicações > julho 2025: VIGO volume 2 – Poesia Visual Portuguesa, Org. Fernando Aguiar, ed. HOTEL DADA || 30 agosto - 6 outubro 2019: POESIS – Sprachkunst | Language Art | Arte-Palavra, Curadoria de Friedrich W. Block, Kunsttempel Kassel, Alemanha || 14 setembro - 15 outubro 2017: p0es1s – postdigital, Language art, Curadoria de Friedrich W. Block, Kunsttempel, Kassel, Alemanha.

http://p-dpa.net/work/fakescripts



a separação:: a(n)estesia a separação:: a(n)estesia (Berkeley e Porto, 2016)

A obra desenvolve um motor textual e sonoro combinatório construído a partir da apropriação e recombinação de discursos de propaganda política, soundbites, slogans publicitários, anúncios, jingles e fragmentos mediáticos diversos. Estruturada como uma constelação textual em permanente mutação, a peça articula procedimentos aleatórios de recombinação verbal e sonora que fazem emergir relações instáveis entre linguagem política, publicidade, memória mediática e crítica social. Os textos distribuem-se em duas cores — verde e vermelho — evocando visualmente a bandeira portuguesa: o verde agrega fragmentos de propaganda, slogans e discursos mediáticos, enquanto o vermelho apresenta poemas e fragmentos críticos escritos por Rui Torres. Progressivamente, a página vai sendo ocupada por camadas sucessivas de texto e som até atingir um estado de saturação visual e acústica, reiniciando depois o poema num novo ciclo combinatório. Entre sobreposição, repetição e compressão semântica, a obra explora a materialidade sonora da propaganda e a fragmentação discursiva da esfera mediática portuguesa, transformando o poema num campo de tensão entre anestesia, excesso de informação e consciência crítica.

Autoria e colaborações: Rui Torres (XML, HTML, recolha e edição de som). Criado com o Poemario.js (Rui Torres e Nuno Ferreira).

Instalações/Exposições > 22 novembro 2023 - 21 janeiro 2024: Poesia Experimental Portuguesa, Galeria Mezanino, CAIXA Cultural Curitiba, Brasil || 21-22 abril 2020: World Creativity Day 2020 || 21 abril 2019: World Creativity Day 2019, ZERO Box Lodge, Porto. || 17 outubro - 16 dezembro 2018: Poesia Experimental Portuguesa, CAIXA Cultural Brasília, Brasil.

https://telepoesis.net/aseparacao



Estou Vivo e Escrevo Sol «Estou Vivo e Escrevo Sol» (Berkeley, Bremen, Barcelona e Porto, 2016)

A obra desenvolve uma constelação textual em torno do universo poético de António Ramos Rosa, através de processos combinatórios e generativos. O projeto funciona como um gerador de poemas em tempo real visualizados sob a forma de constelações, explorando a riqueza verbal de António Ramos Rosa através da biblioteca Poemario.js, desenvolvida para combinar texto e som. A recombinação contínua dos fragmentos produz um campo verbal em permanente expansão, onde escrita e respiração parecem confundir-se, fazendo emergir múltiplas configurações poéticas e interpretativas. Enriquecida por composições sonoras e vozes, a obra propõe uma experiência poética dinâmica e mutável, centrada na efemeridade, na escuta e na renovação contínua da linguagem. Através de António Ramos Rosa com palavras corpos silêncios e sombras.

Autoria e colaborações: Rui Torres (xml, html), Luís Aly (som), Nuno M Cardoso (voz). Criado com o poemario.js (Rui Torres e Nuno Ferreira).

Instalações/Exposições > 07 setembro - 02 novembro 2024: Net Arte no Triângulo das Bermudas: Contributos para uma reflexão sobre arte e internet em Portugal, CAAA Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura, Guimarães, Curadoria de Sofia Ponte e Maria Luís Neiva.

https://telepoesis.net/estou-vivo-e-escrevo-sol



Fantasia breve, a palavra-espuma Fantasia breve, a palavra-espuma (Porto, 2016)

A obra explora o anagrama como procedimento de metamorfose textual inspirado na escrita experimental de Ana Hatherly. Organizada em nove textos em metamorfose (fantasia breve) e nove poemas em indeterminação (palavra-espuma), desenvolve processos de recombinação, permutação e instabilidade verbal que fazem emergir múltiplas configurações poéticas a partir do mesmo conjunto de fragmentos e léxico. Entre deslocações sintáticas, fragmentação tipográfica e mutação contínua das palavras, os poemas transformam-se diante do leitor como superfícies instáveis de linguagem, prolongando em ambiente digital a dimensão visual, lúdica e combinatória característica da autora.

Autoria e colaborações: Rui Torres (XML, HTML), Nuno Ferreira (JavaScript). Criado com uma versão adaptada do Poemario.js (Rui Torres e Nuno Ferreira).

Instalações/Exposições > 30 junho - 5 julho 2016: Festival Silêncio, ReAnagramas, Lisboa, Curadoria de Fernando Aguiar.

https://www.telepoesis.net/palavra-espuma



// A fakescript for your faked life // A fakescript for your faked life (Porto e Berkeley, 2016)

Obra textual e visual construída a partir da apropriação e reinscrição poética de linguagens de programação como Basic, Java, C e Perl. Desenvolvida para Media Instáveis, a peça apresenta-se como um falso script funcional, onde comandos, sintaxes e estruturas algorítmicas são deslocados para um território híbrido entre código, poesia e ruído semântico. Através da simulação de instruções executáveis e da fragmentação da linguagem computacional, a obra questiona os regimes de automatização e mediação tecnológica que atravessam a vida contemporânea, transformando o código em espaço de ficção crítica e experimentação verbal.

Autoria e colaborações: Rui Torres (conceito e programação textual). Nuno Ferreira (programação textual).

Instalações/Exposições > 17 abril - 21 maio 2016: FAZ TU MESMX - ARTE POR INSTRUÇÃO, Curadoria de MEDIA INSTÁVEIS (Ana Carvalho, Margarida Carvalho, Sofia Ponte e paula roush), Sputenik the Window, Porto.

https://telepoesis.net/fakescript.html



Fakescripts for Ponte de Lima Fakescripts para Ponte de Lima (Porto e Ponte de Lima, 2016)

Desenvolvida no contexto do festival Lethes Art, a obra reinscreve a lógica dos fakescripts num espaço urbano e quotidiano, transformando bancos de jardim em superfícies de inscrição poética e interferência visual. Poemas coloridos impressos em papel autocolante transparente sobrepõem fragmentos de código, instruções falsas e textualidades híbridas ao mobiliário público, convocando uma leitura entre transparência, ocultação e desvio semântico. Apropriando-se da estética do código informático e da linguagem procedural, a obra explora criticamente os dispositivos de comunicação e programação que estruturam o quotidiano contemporâneo, convertendo-os em matéria poética e performativa.

Autoria e colaborações: Rui Torres (conceito e programação textual). Nuno Ferreira (programação textual).

Instalações/Exposições > 1 julho - 31 agosto 2016: Re-Conhecimento, Curadoria de Isabel Patim, ART-MAP, Ponte de Lima.

https://telepoesis.net/fakescripts



Gerador de Homeóstatos Gerador de Homeóstatos (Porto, 2015)

Inspirada nos Homeóstatos de José-Alberto Marques, a obra desenvolve um motor textual generativo que reinscreve a matriz visual e combinatória dos poemas originais num sistema digital de variação contínua. Criado no contexto da «Homenagem aos Homeóstatos de José-Alberto Marques» pelo Arquivo Digital da PO.EX, o projeto utiliza léxico selecionado e uma versão adaptada do Poemario.js para gerar configurações textuais em permanente mutação, explorando equilíbrio, repetição, permutação e instabilidade como princípios estruturantes da composição poética. A espacialização dinâmica das palavras e a reorganização constante dos fragmentos prolongam, em ambiente digital, a dimensão processual e experimental dos Homeóstatos, transformando o poema num campo de tensões entre ordem e desvio, sistema e indeterminação.

Conceito, XML e HTML: Rui Torres. JavaScript: Nuno Ferreira.

https://www.telepoesis.net/homeostatos

https://po-ex.net/



Obras restauradas com Ruffle.js Flash emulator


Poemas no meio do caminho Poemas no meio do caminho (Porto, 2008)

A obra é um ambiente poético tridimensional imersivo composto por oito panoramas interligados, cada um articulando elementos textuais e sonoros generativos. O leitor percorre paisagens virtuais onde poemas combinatórios, ambientes sonoros algoritmicamente recombinados e portais vídeo fantasmáticos criam atmosferas mutáveis e zonas de transição entre espaços. Distribuídos pelo ambiente, estes portais espectrais funcionam como limiares poéticos, transformando a leitura numa experiência incorporada de exploração, imersão e variação contínua.

Recursos utilizados: Flash/Actionscript. Colaboradores: Nuno F. Ferreira (programação), Luís Aly (texturas sonoras), Nuno M Cardoso (voz), Luís Carlos Petry (imagens da v. horizontal). 4t Premi Internacional "Ciutat de Vinaròs" de Literatura Digital.

Instalações/Exposições > 1-9 setembro 2018: Máquinas de Escritura, Galería Libertad, Querétaro, Hay Festival / Centro de Cultura Digital, México || 11 março - 2 setembro 2016: No Legacy || Literatura Eletrónica, Relocating Literature in Media, Blending Languages, Unearthing Literary Archeologies, Bernice Layne Brown Gallery, University of California, Berkeley, Doe Library, Curadoria de Alex Saum-Pascual e Élika Ortega || 23-26 abril 2016: Anthropoetry: Modern Expression of the Human Condition, National Poetry Month, Vancouver Community Library, Vancouver, WA || 1-31 agosto 2015: p2p: Polish-Portuguese E-Lit, ELO 2015 exhibition Decentering: Global Electronic Literature, 3,14 gallery in Bergen, Norway, Curadoria de Álvaro Seiça e Piotr Marecki || 14-15 maio 2015: Language and the Interface, in: International Conference 'Digital Literary Studies', Universidade de Coimbra, Curadoria de Daniela Côrtes Maduro, Ana Marques da Silva e Diogo Marques || 2-20 novembro 2013: Repurposing in Electronic Literature, DIGGallery, Košice, Slovakia, Curadoria de María Mencía e Zuzana Husárová, Art directing de Richard Kitta & DIG || 1 julho - 30 setembro 2009: XV Bienal Internacional de Arte de Cerveira, Vila Nova de Cerveira, Portugal.

https://telepoesis.net/caminho/index_js.html
(Versão restaurada com Ruffle)

https://telepoesis.net/caminho
(URL da versão Flash original, obsoleta)

https://conifer.rhizome.org/elo/
(Versão Flash restaurada pelo Electronic Literature Lab com Conifer)

https://po-ex.net/
(Imagens e sons)

https://collection.eliterature.org/2/
(Electronic Literature Collection, Volume 2)



Amor de Clarice Amor de Clarice (Chapel Hill e Porto, 1999-2005)

Partindo do conto «Amor», de Clarice Lispector, a obra transforma a intensidade introspectiva e o estranhamento característicos do universo clariciano numa experiência poética multimédia e interativa. Organizada em 52 fragmentos poéticos, a peça combina animação textual, deslocação espacial das palavras, voz, vídeo e composição sonora, permitindo ao leitor reconfigurar continuamente os percursos de leitura. Vinte e seis fragmentos articulam fundos textuais visuais com composições sonoras de Carlos Morgado; os restantes combinam fragmentos videográficos experimentais de Ana Carvalho com ambientes sonoros de Luís Aly. Em ambas as séries, a voz de Nuno M. Cardoso introduz uma dimensão performativa e incorporada da leitura, reforçando a atmosfera de suspensão, deriva e inquietação que atravessa a obra. Texto de Rui Torres a partir de «Amor», de Clarice Lispector. Poesia animada por computador, interativa, com som e vídeo.

Autoria e colaborações: Rui Torres (Flash/AS), Carlos Morgado (música), Luis Aly (som), Ana Carvalho (vídeo), Nuno M Cardoso (voz).

Instalações/Exposições > 3-5 novembro 2016: Shapeshifting Texts - An exhibition about electronic and experimental literature, Universidade de Bremen, Alemanha, Curadoria de Daniela Côrtes Maduro || 23-26 Abril 2016: Anthropoetry: Modern Expression of the Human Condition, National Poetry Month, Vancouver Community Library, Vancouver, WA, EUA || 28 Janeiro – 10 Abril 2016: La paraula pixelada. La literatura a l’era digital, Arts Santa Mònica, Barcelona, Espanha || 1-31 agosto 2015: p2p: Polish-Portuguese E-Lit, ELO 2015 exhibition Decentering: Global Electronic Literature, 3,14 gallery Bergen, Norway, Curadoria de Álvaro Seiça e Piotr Marecki.

https://telepoesis.net/amorclarice/index_js.html
(Versão Flash restaurada com ruffle.js)

https://po-ex.net/
(Galerias de capturas de tela e de sons)

https://telepoesis.net/amor/
(Imagens e Sons - versão 2)

http://collection.eliterature.org/2/
(Electronic Literature Collection, Volume 2)

https://conifer.rhizome.org/elo/
(Versão Flash restaurada pelo Electronic Literature Lab com Conifer)

https://telepoesis.net/amorclarice
(URL da versão Flash original, obsoleta)



Amor-mundo Amor-mundo ou a vida esse sonho triste (São Paulo, Pequim e Porto, 2006)

Esta obra desenvolve um conjunto de poemas generativos e fragmentos textuais inspirados no universo lírico de Florbela Espanca, explorando regimes de animação visual e sonora baseados em recombinação e espacialização tipográfica. A partir de remisturas de sonetos de Florbela Espanca, a obra organiza-se em cinco poemas — «Deixa-me ser a tua mais triste mágoa», «Eu queria ser o mar alto», «Passo no mundo a ler o misterioso livro», «Sou o vento que geme e quer entrar» e «Horas mortas» — que o leitor pode ativar e manipular interativamente. Fragmentos verbais e sonoros distribuem-se aleatoriamente pela tela, criando constelações textuais mutáveis, onde palavras, vozes, cores e formas emergem em contínua reorganização. A cada interação surgem novas leituras, ligações e configurações poéticas, transformando a leitura num processo performativo de exploração e recomposição do imaginário florbeliano. Inclui versão em mandarim realizada por encomenda da 0 1 Digital Poetry, em Pequim, China.

Autoria e colaborações: Rui Torres (texto, Flash, AS, HTML), Jared Tarbel (programação), Filipe Valpereiro e Nuno F. Ferreira (programação de som), Sérgio Bairon e Luís Aly (som), Nuno M Cardoso (voz), Qiu Keman (tradução, voz).

Instalações/Exposições > 8 dezembro 2006: Mostra de poesia cibernética, Festa da Poesia 2006, Biblioteca Municipal Florbela Espanca, Matosinhos, Portugal.

https://telepoesis.net/amor-mundo
(URL da versão Flash original, obsoleta)

https://po-ex.net/taxonomia/materialidades/digitais/rui-torres-amor-mundo-ou-a-vida
(Imagens e Vídeos)

http://www.revistainteract.pt/
(In: Revista Interact, versão obsoleta)

https://telepoesis.net/amor-mundo/index_js.html
(Português; Versão Flash restaurada com ruffle.js)



Mar de Sophia Mar de Sophia (São Paulo e Porto, 2005)

Através de procedimentos de recorte, recombinação e deriva textual, a obra reinscreve o universo poético de Sophia de Mello Breyner Andresen num ambiente digital marcado pela mutação contínua e pela interatividade. A partir de um léxico previamente mapeado e estruturado em bases de dados — ao qual podem juntar-se vocabulários de outros autores, como Lewis Carroll — texto, som e animação articulam-se generativamente, produzindo variações poéticas e sonoras distintas em cada leitura. Entre a contemplação e a instabilidade, a obra transforma o ato de ler num processo performativo de exploração, reconfiguração e reinterpretação contínua da linguagem.

Recursos Utilizados: Flash, Actionscript, XML, PHP, python. Colaboradores: Nuno F. Ferreira (programação), Filipe Valpereiro (programação de som), Sérgio Bairon, Luís Aly (som), Nuno M Cardoso (voz). Texto escrito a partir de Sophia Andresen & Lewis Carroll.

https://telepoesis.net/mardesophia
(URL da versão Flash original, obsoleta)

https://telepoesis.net/mardesophia/index_js.html
(Versão Flash restaurada com ruffle.js)



Tema procura-se Tema procura-se (Porto, 2004)

Motor textual, com som. Primeiro trabalho explorando a técnica combinatória em meio digital, integrando-a na poesia animada multimediática.

Recursos Utilizados: Flash, Actionscript, XML. Colaboradores: Nuno M Cardoso (voz).

https://telepoesis.net/tema
(URL da versão Flash original, obsoleta)

https://telepoesis.net/tema/index_js.html
(Versão Flash restaurada com ruffle.js)



Outras Obras


o exacerbar da solidão ou mil formas de (tentar) preencher um vazio o exacerbar da solidão ou mil formas de (tentar) preencher um vazio (Porto, 2022)

Projeto artístico com texto gerado por computador.

Autoria e colaborações: Sónia Granja Barbosa (Seleção de textos e recolha lexical), Rui Torres (xml). Criado com o poemario.js (Rui Torres e Nuno Ferreira).

Encenação > 18-20 março 2022: NAPALM (Companhia de Teatro Dança em Conjunto ou Alternadamente), Direcção Artística de Jaime C. Soares, Teatro Helena Sá e Costa, Porto.

https://po-ex.net/

https://telepoesis.net/o-exacerbar-da-solidao



Tópicos cartesianos atípicos Tópicos cartesianos atípicos (Porto, 2020)

Filosofia textual generativa a partir de quatro proposições fundamentais de René Descartes.

Autoria e colaborações: Paulo Alexandre e Castro (seleção de proposições e criação do léxico), Rui Torres (xml, html). Criado com o poemario.js (Rui Torres e Nuno Ferreira).

Instalação/Exposição > 27 novembro 2020: ARTeFACTo, Artech Conferência Internacional, Universidade do Algarve, Faro, Portugal, org. CIAC - Centro de Investigação em Artes e Comunicação.

https://telepoesis.net/cartesianismos/



Oralengas Oralengas (Porto e Coimbra, 2018-2020)

Conjunto de três obras digitais interativas desenvolvidas a partir de pinturas murais de Costa Pinheiro, articulando animação visual, literatura oral tradicional portuguesa e textualidade generativa para diferentes faixas etárias. Integrado no projeto colaborativo Murais e Literatura, o trabalho explora a remediação digital da narrativa pictórica através de três níveis de leitura: um álbum digital destinado a crianças a partir dos 4 anos; um poema generativo construído a partir do corpus da literatura oral infantil portuguesa, para leitores a partir dos 6 anos; e uma narrativa interativa não linear dirigida a leitores mais velhos. Combinando ludicidade, experimentação narrativa e literacia digital, a obra transforma o espaço digital num ambiente de exploração estética, recombinação textual e participação ativa do leitor.

Textos programados com Poemario.js (Rui Torres e Nuno Ferreira). Equipa do projeto Murais e Literatura: Ana Maria Machado, Ana Albuquerque e Aguilar, Júlia Andrade, Luís Lucas Pereira, Rui Torres e Thales Estefani.

https://telepoesis.net/costapinheiro



re:A-JS (Deve ler-se reage-se) Abílio-José Santos: «era uma vez uma gata» e «interrogações» (Porto e Maia, 2019)

Releituras de obras de Abílio-José Santos.

Autoria e colaborações: Rui Torres (xml, html), Bruno Ministro e Diogo Marques (xml), Anabela Garcia (voz). Criado com o poemario.js (Rui Torres e Nuno Ferreira).

Instalações/Exposições > 4 julho - 8 setembro 2019: re:A-JS (deve ler-se reage-se), curadoria de Rui Torres, Diogo Marques e Bruno Ministro, parte de: Abílio-José Santos. Revelação: Concretos e Visuais, Fórum da Maia / Centr’Arte, Maia.

https://telepoesis.net/abilio/index.html



O fim do princípio de... O fim do princípio de... (Porto, 2016)

Em resposta a convite de Pedro Eiras, org. Seminários do Fim do Mundo (Série IV, 2016, FLUP). Interrogações, provocações... os fins como metamorfose; o texto programado e múltiplo como porta (solstício), passagem, novo início. O fim do princípio do fim de...

Autoria e colaborações: Rui Torres (xml, html). Criado com o poemario.js (Rui Torres e Nuno Ferreira).

https://telepoesis.net/fimdomundo



Oceanografias Oceanografias (a memória da água) (Berkeley, 2016)

Releitura de «Oceanografias (a memória da água)», de Antero de Alda, originalmente programado num microcomputador Sinclair ZX Spectrum (Sever do Vouga, 1/1/1986).

Autoria e colaborações: Rui Torres (xml, html). Criado com o poemario.js (Rui Torres e Nuno Ferreira).

https://po-ex.net/



e-lit jazz e-lit jazz (Porto e Victoria, 2016)

A obra reinscreve a literatura eletrónica através das estéticas, estruturas e lógicas improvisacionais do jazz, ao mesmo tempo que improvisa sobre a própria e-lit, abordando a textualidade digital como composição performativa, instável e colaborativa. Concebida como uma performance teórica em múltiplas formas, a peça combina um ensaio em dezassete parágrafos sobre literatura eletrónica com recombinação generativa, improvisação, som e interação textual performativa. Desenvolvida com Poemario.js, a obra explora ritmo, variação, interrupção e citação recursiva como estratégias poéticas e críticas, transformando o discurso teórico num campo aberto de improvisação textual ao vivo.

Autoria e colaborações: Rui Torres (XML, HTML), Sandy Baldwin (texto, performance), Nuno Ferreira (wheel_of_fortunAly), Luís Aly (som). Criado com Poemario.js (Rui Torres e Nuno Ferreira).

https://telepoesis.net/elitjazz



Ciberliteratura Cyberliterature (1977-1993) (Porto, 2015)

Poemas originalmente programados por Pedro Barbosa em 1976 usando os programas de geração textual «Permuta» e «Texal» em Fortran, Algol, Neat, Basic e BCPL.

Autoria e colaborações: Rui Torres (xml), Carlos Amaral (js, html, css, traduções). Criado com uma versão adaptada do poemario.js (Rui Torres e Nuno Ferreira).

https://collection.eliterature.org/3/

https://www.po-ex.net/pedrobarbosa/PB_ELC3.html



Álea e Vazio Álea e Vazio (Porto, 2014)

Textos de E. M. de Melo e Castro originalmente publicados em «Álea e Vazio» (1971).

Autoria e colaborações: Rui Torres (xml, html). Criado com o poemario.js (Rui Torres e Nuno Ferreira).

https://po-ex.net/



Poeta Artificial Poeta Artificial (Porto, 2014)

Paródia com a notícia difundida pela UC e pela Lusa em 20/03/2014: "PoeTryMe: investigador da U. Coimbra cria o primeiro «poeta artificial» português. Hugo Oliveira, investigador da Universidade de Coimbra, criou o PoeTryMe, um sistema informático que gera poemas em menos de um minuto"...

Autoria e colaborações: Rui Torres (xml, html). Criado com o poemario.js (Rui Torres e Nuno Ferreira).

https://telepoesis.net/poeta_artificial



Untitled Untitled (for Ana Mendieta) (Chapel Hill, 1998)

Primeiras experiências com animação, interactividade. O efémero na arte Ana Mendieta servindo de base ao primeiro questionamento hipermediático acerca do inarquivável, ou do arquivo do nada, o do silêncio.

https://telepoesis.net/untitled
(URL da versão Flash original, obsoleta)


https://telepoesis.net/untitled/index_js.html
(Versão Flash restaurada com ruffle.js)



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