Primeira Parte :: Arqueologia
00:00 » Genérico Rumor Branco [Início]
00:33 » Locução
Bernard Heidsieck, Chapeau; e Ernst Jandl: JEEEEEEEEEEEEEESUSS. Dois poemas concreto-visuais interpretados por dois dos mais importantes poetas sonoros. Convergência vocal da imagem. Do disco Concrete Poetry, editado pelo Museu Stedelijk, Amsterdão, 1970, disponível em ubu.com. “Chapeau”, de Bernard Heidsieck, exemplo entre os vários poemas acção Passe-Partout, baseados em situações reais do quotidiano. Aqui, o castigo de 15 dias de prisão a um soldado dinamarquês que, aborrecido com os exercícios militares, utilizou o seu programa de rádio para ler excertos de Henry Miller. Heidsieck, poeta francês, organizador de um dos primeiros festivais de poesia sonora, pioneiro do género, explora, através da voz, a qualidade surrealizante da cena, acentuada pelo tratamento electro-acústico. Depois de Heidsieck, Ernst Jandl, falecido em 2000, influenciado por Dada, escritor de poemas experimentais desde os anos 50. O acontecimento através da palavra JEEEEEEEEEEEEEESUSS. Uma oração, como lhe chamou o próprio, escrita entre 1957 e 1966, na Áustria de onde era natural. O contraste entre a voz humana e o seu tratamento electro-acústico.
02:20 » Bernard Heidsieck lê “Chapeau”; e Ernst Jandl interpreta “JEEEEEEEEEEEEEESUSS”.
Segunda Parte :: Divulgação
09:03 » Locução
Depois de Bernard Heidsieck e Ernst Jandl, Américo Rodrigues, no seu mais recente disco, cicatrizando. Américo Rodrigues tem sido, em Portugal, um solitário representante da poesia sonora. No entanto, os seus textos sonoros problematizam de um modo espontâneo e inteligente o estatuto poético da palavra que se articula por intermédio da medialidade. Em Cicatrizando, os elementos da fala isolam a forma e a função da própria fala. Publicado pela Bosq-íman:os records com o apoio da Luzlinar e do Instituto de Estudos da Literatura Tradicional da Universidade Nova de Lisboa, Cicatrizando reúne acções poéticas e sonoras nas quais são apropriados diversos materiais que têm origem na tradição oral portuguesa. Lengalengas, orações, adivinhas. Exorcizando a palavra poética, refém do apagamento imposto pelos aparelhos de mediação. Em “Orações e confusões”, regista orações populares em espaços públicos e privados, usando para isso um gravador e um megafone.
10:22 » Américo Rodrigues, “Orações e confusões”.
14:27 » Genérico Rumor Branco [Final]