Primeira Parte :: Arqueologia
00:00 » Genérico Rumor Branco [Início]
00:31 » Locução
Mike Patton, dois temas do disco “Adult Themes For Voice”, editado pela Tzadik de Zorn em 1996, seguido de excerto da terceira parte de Laborintus II, interpretação da peça de Berio, editado em 2012 pela editora de Patton, Ipepac records. Patton, sim, o próprio. Muito além das experiências com o rock, Patton aparece, nos últimos anos, como um intérprete vocal experimental de grande relevância, seja sob a batuta de John Zorn, seja a solo. Em Adult Themes for Voice, gravações de voz feitas em quartos de hotel durante uma tourné do grupo Faith No More, do qual foi vocalista. Ruídos vocais. 34 ruídos vocais, para sermos mais precisos. Gritos, berros, grunhidos. Elementos vocais capturados por microfones e posteriormente montados e editados pelo próprio, num TASCAM 4-Track Portastudio. A voz como instrumento. Depois disso, comprovando a sua afinidade recente com a música erudita, um breve excerto de Laborintus II, de Luciano Berio, aqui em interpretação de Patton com o Ictus Ensemble, conduzido por Georges-Elie Octors. Esta peça apenas tinha sido apresentada publicamente duas vezes. Uma, em 1965, data da sua criação, e outra em 1973, nas comemorações dos 700 anos do nascimento de Dante, apresentada no Holland Festival, em Amsterdão. Em 2010, Patton e o Ictus Ensemble recriaram essa peça no mesmo festival. Patton, “The Man in the Lower Left Hand Corner of the Photograph”, gravado no quarto 30 do Fiesta Inn, no Arizona; The One Armed VS. 9 Killers”, gravado no quarto número 169 do Hotel Ibis, em Antuérpia, Bélgica; e um breve excerto da Parte 3 de Laborintus II, de Berio.
02:14 » Mike Patton, “The Man in the Lower Left Hand Corner of the Photograph”
04:07 » Mike Patton, “The One Armed VS. 9 Killers”
06:49 » Mike Patton, Laborintus II – Part 3 (excerto), de Luciano Berio
Segunda Parte :: Divulgação
08:22 » Locução
Depois de Mike Patton, que acabámos de ouvir, Américo Rodrigues, com “Radioactividade”, do disco cicatrizando. A intervenção expressiva de tecnologias que assumem um papel preponderante na metamorfose dos textos. A magia efémera das coisas, desautomatizadas dos mecanismos de reprodução a que se submetem os registos sonoros. Tornar visível o aparato de reprodução, através da presença da materialidade dos sistemas de gravação, comunicação e amplificação. A autonomia estética do canal de transmissão, isto é, da função fática da linguagem, é o ponto de partida de Américo Rodrigues para a transformação progressiva da voz numa máquina de perguntar, inventar e devorar a tradição. Primeiro, em “Radioactividade”, acção sonora para emissão radiofónica, na qual, como explica o próprio, “anúncios, aparentemente vulgares, com conselhos absurdos referenciados como sendo sabedoria popular”, são transmitidos na noite de 28 de Agosto de 2009 na Rádio Altitude. Américo Rodrigues, cicatrizando.
09:41 » Américo Rodrigues, “Radioactividade”
Terceira Parte :: Transformação
13:00 » Locução
Ruidando o grito e exorcizando o medo, o software criativo de Luís Aly.
13:07 » Expansão criativa do programa por Luís Aly.
14:27 » Genérico Rumor Branco [Final]