Programa #16 – Joan La Barbara, Kenneth Goldsmith, Américo Rodrigues, Salette Tavares

 

Primeira Parte :: Arqueologia

00:00 » Genérico Rumor Branco [Início]

00:07 » Locução

Joan La Barbara & Kenneth Goldmith, selecções de “73 poems”, editado em 1994 pela Lovely Music. Joan La Barbara é uma reconhecida intérprete e ex-aluna de John Cage. Kenneth Goldsmith, um importante divulgador e praticante da poesia visual e concreta. Aqui, a primeira interpreta um conjunto de poemas visuais do segundo. Influenciado pelos ideogramas chineses, Goldsmith criou um conjunto de textos-imagem que serviram a La Barbara como pautas tipográficas para a sua expansão vocal. Minimais, no sentido em que os morfemas e as palavras são exploradas como elementos reduzidos numa sintaxe gráfica elementar. E ideogramáticos, já que da conjugação de vários textos torna-se possível gerar enorme quantidade de variações semânticas. Como Barbara reconhece, estes textos visuais foram tomados como gestos musicais, posteriormente transferidos para uma harmonização mântrica, um contínuo sonoro vocal, visual, textual. Estes gestos musicais são, na verdade, 79. 73 constitui, como o ouvinte certamente terá percebido, referência ao livro póstumo de e.e.cummings. Joan La Barbara & Kenneth Goldmith, partes 1 a 5 e 44 e 45.

02:22 » Joan La Barbara & Kenneth Goldmith, “73 poems”, Part 1

02:45 » Joan La Barbara & Kenneth Goldmith, “73 poems”, Part 2

03:06 » Joan La Barbara & Kenneth Goldmith, “73 poems”, Part 3

03:42 » Joan La Barbara & Kenneth Goldmith, “73 poems”, Part 4

04:22 » Joan La Barbara & Kenneth Goldmith, “73 poems”, Part 5

05:10 » Joan La Barbara & Kenneth Goldmith, “73 poems”, Part 44

06:20 » Joan La Barbara & Kenneth Goldmith, “73 poems”, Part 45

Segunda Parte :: Divulgação

08:22 » Locução

A seguir, Américo Rodrigues interpreta duas Kinetofonias de Salette Tavares, “Ri m ri ri” e “Taki taki”, ambas de 1963. A palavra é tomada, na poesia experimental, como objecto multimodal. Aliando a esta verbovocovisualidade a atomização e a rarefação vocabular, temos como resultado uma aparente imperceptibilidade das origens fonéticas de toda a realidade linguística. Estes elementos mínimos da linguagem são tomados como ponto de partida para uma estetização dos próprios sons da linguagem, ganhando autonomia relativamente ao contexto maior em que se aprisionam no quotidiano. Nestes poemas, o trabalho semântico é abandonado, em detrimento do valor estético. “Ri m ri ri” e “Taki taki” pela voz de Américo Rodrigues.

09:30 » Américo Rodrigues, “Ri m ri ri”, de Salette Tavares

12:00 » Américo Rodrigues, “Taki taki”, de Salette Tavares

14:27 » Genérico Rumor Branco [Final]

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